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O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), do Núcleo de informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) – braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), coordena a realização da Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil – TIC Domicílios e TIC Empresas, que em 2010 chega à sua 5ª edição, consolidando o CETIC.br como referência na produção de estatísticas e análise sobre posse e uso das TICs no país.
A coleta de dados da pesquisa TIC Domicílios 2009 ocorreu no período compreendido entre 21 de setembro e 27 de outubro, cobrindo todo o território nacional, incluindo as áreas rurais.
Os indicadores de 2009 representam a soma ponderada das área urbana e rural, e são comparáveis com os indicadores para o Total Brasil produzidos a partir de 2008. A comparação entre os indicadores dos anos anteriores a 2008 não poderá ser realizada, pois esses resultados referem-se somente à área urbana. Para possibilitar a comparação entre os indicadores da área urbana nos últimos cinco anos, será disponibilizado, nas tabelas do livro, um campo denominado “Área Urbana”. Dessa forma, é possível a construção de séries históricas desde o ano de 2005, fundamentais para compreender a evolução do uso das TICs no Brasil.
Seguindo o padrão das edições anteriores, a pesquisa TIC Domicílios 2009 mediu a disponibilidade e o uso das TICs e da Internet, organizados sob os seguintes temas:
A TIC Domicílios 2009 adota o padrão metodológico da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Instituto de Estatísticas da Comissão Européia (Eurostat), o que permite comparabilidade internacional dos indicadores. Além disso, os procedimentos de realização da pesquisa alinham-se às orientações contidas nos documentos metodológicos produzidos pelo Observatório para a Sociedade da Informação na América Latina e Caribe (OSILAC), da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe das Nações Unidas (CEPAL).
Com o intuito de aperfeiçoar os processos de coleta de dados em campo, ocorreram pequenas mudanças no questionário aplicado na TIC Domicílios 2009 em relação ao do ano anterior. As mudanças foram embasadas a partir de observações dos entrevistadores e estão detalhadas na Seção 4 – Informações sobre o questionário.
A amostra da pesquisa foi desenhada pela Ipsos Public Affairs, responsável também pela coleta dos dados e cálculo dos resultados, de forma a apresentar uma margem de erro de até 0,7% no âmbito nacional, o que representa em média uma margem de erro regional de até 2%, sempre com nível de confiabilidade de 95%. O erro amostral de cada indicador, por variável de cruzamento, está detalhado no item 8 deste relatório.
As entrevistas relativas à amostra principal de domicílios foram realizadas presencialmente em 19.998 residências, com indivíduos de 10 anos de idade ou mais. A pesquisa permite a apresentação dos resultados segundo as seguintes variáveis de cruzamento: regiões geográficas, classe social, renda familiar, grau de instrução, faixa etária, sexo e situação de emprego.
Dividem-se os domicílios primeiramente em duas categorias, de acordo com a sua localização geográfica: área urbana ou rural. A qualificação de área é a mesma qualificação dada para um setor censitário. Assim, se um dado setor censitário sorteado é qualificado como urbano, todos os demais domicílios desse setor censitário receberão, também, a mesma qualificação. A atribuição do tipo de área é feita segundo critérios estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística – IBGE, no Censo Demográfico 2000, e também na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2008.
Devido à extensão do país e à sua disparidade, em diversos aspectos, os domicílios são categorizados de acordo com a sua região natural, em três níveis: município, estado e região. Também é possível realizar leituras exclusivas de cada região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) e de algumas regiões metropolitanas. Desse modo estabelece-se um critério para uma análise mais aprofundada, considerando as diferenças econômicas e socioculturais de cada região brasileira.
O grau de instrução é, por definição, o cumprimento de um determinado ciclo formal de estudos. Se um indivíduo completou todos os anos de um ciclo com aprovação, diz-se que este obteve o grau de escolaridade do ciclo em questão: o aprovado no último nível do Ensino Fundamental obtém a escolaridade do Ensino Fundamental. Na pesquisa TIC Domicílios 2009, coleta-se a variável grau de instrução em oito subcategorias, variando desde o Ensino Infantil ou analfabeto até o Ensino Superior completo. Para fins de divulgação, essas oito subcategorias foram agregadas em quatro classes maiores: analfabeto ou Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e, por fim, Ensino Superior.
A variável renda, como variável de cruzamento, refere-se somente à renda domiciliar, embora seja perguntado ao respondente sobre sua renda pessoal (vide questionário).
Para divulgação dos dados, estabeleceram-se oito faixas de renda no questionário, iniciadas pelo piso divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego: o salário mínimo federal (no ano de 2009, foi de R$ 465,00). Logo, define-se a primeira faixa de renda pelo valor menor ou igual a R$ 465,00, chegando a mais de 30 salários mínimos na última faixa de renda.
Para fins de divulgação, e para assegurar a precisão mínima estabelecida para os resultados de um dado estrato, as faixas de renda foram agregadas em seis grupos, como segue:
O termo mais preciso para designar o conceito classe social é classe econômica. Entretanto, devido à popularidade do primeiro termo, manteve-se este último para fins da publicação das tabelas e das análises.
Para estimar a classe econômica dos entrevistados, utilizou-se o Critério de Classificação Econômica Brasil, desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP, cujo objetivo é classificar economicamente a sociedade por meio do levantamento da posse de itens – utensílios domésticos – e da educação do chefe de família. Para tanto, considera-se um sistema de pontuação e a soma dos pontos é relacionada a uma determinada classe socioeconômica: A1, A2, B1, B2, C1, C2, D e E (vide questionário).
Para fins de divulgação e para assegurar a precisão mínima estabelecida para os resultados de um dado estrato, as faixas de renda foram agregadas em quatro grupos, como segue: A, B, C, DE.
A situação de emprego define-se a partir dos critérios da População Economicamente Ativa – PEA, ou seja: a parcela capaz de atender ao setor produtivo no aspecto de mão de obra. Integram a PEA:
No questionário da TIC Domicílios, adaptou-se a pergunta original, considerando a forma como é estruturada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Entretanto, a adaptação baseou-se na necessidade de investigar a situação do respondente quanto às definições do próprio IBGE, conforme exposto acima.
Caso o respondente não integre nenhuma das situações indicadas, é perguntado se ele se enquadra em um dos perfis a seguir, categorias consideradas excluídas da população considerada economicamente ativa:
Os indicadores internacionais que definem o conceito de usuário de Internet têm como período de referência para categorizar os usuários de Internet o acesso nos últimos 12 meses. Todavia, considerando os possíveis desvios, por exemplo a falta de memória dos entrevistados que utilizaram pelo menos uma vez em um ano, decidiu-se considerar como usuários de Internet as pessoas que a usaram pelo menos uma vez nos últimos três meses. Tal abordagem busca melhor qualidade das respostas e é consenso entre o Comitê Gestor da Internet do Brasil – CGI.br e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
A aplicação do questionário continua mantendo a média de tempo dos anos anteriores, cerca de 30 minutos. As entrevistas são presenciais no domicílio (face a face).
Entre as alterações realizadas no questionário, houve a inserção de pergunta no módulo C – Uso da Internet, relacionada ao local de acesso à Internet: “Na Lanhouse onde o Sr.(a) acessou a Internet, o Sr.(a) pagou pelo acesso?”, a fim de se analisar a identificação do respondente em relação ao termo “centro público de acesso pago”.
Ainda se tratando do módulo C, incluíram-se alguns exemplos, como MSN e Google-Talk para a atividade de “Enviar mensagens instantâneas”, com o objetivo de facilitar a compreensão dessa atividade por parte do entrevistado.
Em relação ao Perfil Domiciliar, foram retiradas as questões P7 – Pensando na média de gastos dos últimos três meses, gostaria que o(a) Sr.(a) me dissesse aproximadamente quanto foi gasto por mês com você e com sua casa / família? e a questãoP8 – De forma geral, pensando em todas as despesas que o Sr.(a). teve nos últimos três meses com você e com sua casa / família, quanto o Sr.(a) gastou, em média, por mês? Visto que ambas questões tratavam do gasto médio relativo às despesas mensais do domicílio, nos últimos três meses.