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Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR

TIC DOMICÍLIOS e USUÁRIOS 2006

julho / agosto 2006

METODOLOGIA

A 2ª Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil - TIC DOMICÍLIOS foi realizada entre os meses de julho e agosto de 2006, em todo o território nacional urbano 1, pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Como na edição do ano anterior, a pesquisa mediu a penetração e uso da internet em domicílios, incluindo os seguintes módulos: Acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação; Uso do Computador; Uso da Internet; Governo Eletrônico; Comércio Eletrônico; Segurança na Rede; Acesso sem Fio; Habilidades com o Computador; Habilidades com a Internet; Uso do e-mail; Spam; e Intenção de Aquisição de Equipamentos e Serviços TIC. Em 2006 foi dada ênfase aos módulos relativos ao treinamento e habilidades para o uso do computador e internet, e para o tipo de conexão para acesso à rede nos domicílios, incluindo novas questões referentes à banda larga.

A metodologia utilizada seguiu o padrão internacional da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da Eurostat (Instituto de Estatísticas da Comissão Européia), permitindo comparabilidade internacional. A amostra probabilística da pesquisa foi desenha pela Ipsos Public Affairs - responsável também pela coleta dos dados e cálculo de resultados - de forma a apresentar uma margem de erro de no máximo 1,5% no âmbito nacional e de 5% regionalmente, e nível de confiabilidade de 95%. As entrevistas foram realizadas presencialmente, em 10.510 domicílios e com indivíduos com mais de 10 anos. Os resultados permitem a apresentação dos resultados por região, classe social, renda familiar, instrução, idade e sexo.

Escolha do Respondente

Dentro do setor censitário o respondente foi escolhido com base em cotas de perfil populacional, dadas pelo Censo 2000 e PNAD 2004. O entrevistador, porém, não tem liberdade para procurar as cotas: existe um conjunto de procedimentos que devem ser seguidos. Resumidamente, o entrevistador deve numerar os quarteirões do setor censitário, começando do norte, e percorrer os quarteirões na ordem da numeração no sentido horário, abordando um a cada três domicílios. Dentro do domicílio o respondente é escolhido a partir das cotas pré-estabelecidas em relação a sexo, idade, escolaridade e PEA (População Economicamente Ativa). Isso permite a checagem do trabalho e obriga o entrevistador a fazer entrevistas apenas dentro do setor censitário selecionado. No caso da TIC DOMICÍLIOS, cujo objetivo é medir quesitos relacionados à posse e uso da internet, o estabelecimento e controle rígido das cotas de educação é muito importante, uma vez que a posse e uso de internet está visivelmente relacionado à instrução. Outras variáveis, como a renda, são checadas ao final da pesquisa, e eventualmente ponderadas, para garantir a qualidade dos resultados.

Coleta de dados

A pesquisa de campo utilizou um questionário de 30 minutos através de entrevistas presenciais domiciliares (face-a-face) junto à parcela representativa da população. O questionário foi elaborado a partir do modelo de mensuração europeu (Eurostat) adaptado à realidade brasileira.

Para a realização de 10.510 entrevistas completas - considerando também a overcota de usuários de internet - foram visitados 70.811 domicílios. Destes, 15.915 se recusaram a conceder a entrevista e 43.872 não correspondiam ao perfil da cota pré-estabelecida, como se vê na tabela abaixo.

Entrevistas realizadas TIC Domicílios

1. Número de domicílios visitados 70.811
      1.1. Total de entrevistas completas 10.510
      1.2. Total de entrevistas incompletas ou sobras 372
      1.3. Canceladas 142
      1.4. Recusas 15.915
2. Não correspondia ao perfil da cota pré-estabelecida 43.872

1 De acordo com o IBGE, área urbana é a área interna ao perímetro urbano de uma cidade ou vila, definida por lei municipal.