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Módulo A – Informações gerais sobre os Sistemas TIC;
Módulo B – Uso da Internet;
Módulo C – Governo eletrônico (e-Gov);
Módulo D – Segurança na rede;
Módulo E – Comércio eletrônico (e-Commerce); e
Módulo F – Habilidades no uso das TICs.
A principal novidade deste ano é a inclusão de uma análise relativa aos impactos da mudança da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, desenvolvida pela Comissão Nacional de Classificação – CONCLA, comissão vinculada ao IBGE e responsável pela definição da CNAE. Em setembro de 2006 foi divulgada a CNAE 2.0, através da Resolução CONCLA nº 1, de 04.09.2006, DOU de 05.09.2006, que trouxe mudanças significativas na caracterização das empresas que representam a população alvo da pesquisa. A classificação de atividade econômica é um das variáveis de estratificação empregadas na pesquisa TIC Empresas. Dessa forma, fez-se necessária a realização de um estudo para compreender e medir o impacto dessa nova classificação tanto no desenho da amostra como nos resultados obtidos com a coleta dos dados.
Em função da necessidade de se realizar a transição da CNAE 1.0 para CNAE 2.0, e procurando minimizar o impacto na comparabilidade das estatísticas produzidas nos anos anteriores, montou-se o desenho da amostra com base na nova estrutura da CNAE 2.0, de forma a possibilitar que os resultados fossem gerados, também, utilizando-se a classificação antiga.
As tabelas manterão a classificação original, a CNAE 1.0, neste ano, entretanto haverá uma análise para discutir o estudo realizado sobre a movimentação das empresas de uma classificação para outra, assim como o impacto observado, devido à mudança de classificação, no resultado dos principais indicadores da pesquisa, destacando-se as diferenças entre as seções que tiveram grandes mudanças.
A CNAE pode ser definida como uma estrutura-base, sobre a qual as pessoas jurídicas no Brasil são categorizadas com relação ao exercício de suas atividades econômicas.
Ao longo dos anos de 2004 a 2006, a CONCLA realizou estudos para a atualização da CNAE 1.0 para uma nova versão, a 2.0, cuja mudança tem como objetivo principal melhorar o entendimento da dinâmica e das transformações, inerentes à própria atividade econômica, ocorridas ao longo dos anos no país. Com isso, em abril de 2007, foi divulgada pelo IBGE a nova CNAE 2.0, a qual trouxe um ganho substancial para o entendimento dos fluxos econômicos ocorridos na sociedade no universo das empresas brasileiras.
Assim, com o objetivo atualizar a classificação econômica das Empresas no estudo de 2009 e, ao mesmo tempo, permitir a construção de séries históricas fundamentais para avaliar o impacto da nova classificação sobre os indicadores, o plano amostral foi pensando tendo em vista a leitura tanto para a CNAE 1.0 como para a CNAE 2.0.
Para fins de comparação, apresentam-se as seções incluídas em nossa pesquisa relativas à CNAE 1.0 e 2.0 na tabela abaixo.
Seção D |
Indústrias de Transformação |
Seção F |
Construção |
Seção G |
Comércio; Reparação de Veículos Automotores, Objetos Pessoais e Domésticos |
Seção H |
Alojamento e Alimentação |
Seção I |
Transporte, Armazenagem e Comunicações |
Seção K |
Atividades Imobiliárias, Aluguéis e Serviços Prestados As Empresas |
Seção O |
Outros Serviços Coletivos, Sociais e Pessoais |
Seção C |
Indústria de Transformação |
Seção F |
Construção |
Seção G |
Comércio de reparação de veículos automotores |
Seção I |
Alimentação |
Seção H |
Transporte, Armazenagem ou Correio |
Seção L |
Atividades Imobiliárias |
Seção E |
Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Descontaminação |
Seção J |
Informação e Comunicação |
Seção N |
Atividades administrativas |
Seção M |
Atividades profissionais, científicas e técnicas |
Informações sobre o questionário
Dentre as modificações nos questionários da pesquisa TIC Empresas 2009, um importante aprimoramento realizado foi a introdução de um procedimento de checagem nas questões a cerca do percentual de funcionários que utilizam determinada TIC oferecida pela empresa, como nas perguntas “A3.1 – E pensando no total de funcionários, incluindo também os autônomos e pessoas da família, qual o percentual, aproximadamente, de pessoas que usam computador na empresa? “, “A3.3 – Qual o percentual de funcionários que têm acesso remoto em relação ao total de funcionários?” e “B2 – Pensando no total de funcionários, qual o percentual aproximado de pessoas que usam computador conectado à Internet na empresa? “.
O novo procedimento consistiu na adoção de uma checagem realizada pelo entrevistador, durante a própria entrevista, com o objetivo de consistir e melhorar a qualidade da informação sobre o percentual de funcionários em relação ao número total de funcionários da empresa.
Outra modificação importante foi o acréscimo das questões “A9 – A sua empresa utiliza celulares corporativos?” e “A10 – Esses celulares corporativos são usados para alguma dessas outras funções, além de chamadas de voz?”. Esse acréscimo foi feito com o objetivo de medir o aumento do uso de celulares corporativos e de suas funcionalidades no país.
Também na questão “B3 – A sua empresa tem quais dos seguintes tipos de conexão à internet?” foi incluída no questionário a opção “Fibra Ótica”, e alterada “Conexão via celular” para “Conexão via celular/Modem 3G”. No entanto, no indicador final convergeram-se as categorias “Fibra Ótica” e “Modem via cabo”, por ter sido verificado que grande parte dos respondentes não conseguia diferenciá-las corretamente.
No módulo C, a questão “C1 – A sua empresa usou a Internet ou outra rede de computadores para fazer algumas dessas consultas ou busca de informações em geral diretamente em sites de governo, durante os ÚLTIMOS 12 MESES?” desmembrada em duas questões que especificam o tipo de serviço de e-Gov utilizado quanto a serviços transacionais e atividades de consulta:
Como se pode notar, a questão C1 aborda somente as atividades transacionais, enquanto a questão C1.1 aborda as atividades de consulta. Além disso, foram agrupados os seguintes serviços de e-Gov: PIS/PASEP com FGTS, IPI com COFINS, ICMS, CNIS, RAIS e ISS.
Por fim, no módulo F houve uma reformulação nas questões F1 e F2, cujas descrições são:
Ambas questões acima foram agrupadas em “F1 – Qual dessas situações ocorreu nos últimos 12 meses, em relação à contratação de especialistas em TI?”. Além disso, foi retirada a menção sobre contratação por CLT, existente nas duas questões originais de 2008, para que fosse considerada qualquer tipo de contratação, independente de ser por CLT ou não.
Deve-se destacar ainda que algumas questões foram eliminadas para reduzir o tamanho do questionário e, consequentemente, o tempo de entrevista, mas também com o objetivo de melhorar a qualidade dos demais indicadores que permaneceram na pesquisa. As questões retiradas são:
Critérios para coleta de dados
A fim de se obterem resultados mais acurados, em todas as empresas pesquisadas buscou-se sempre entrevistar o responsável pela área de informática, tecnologia da Informação, gerenciamento da rede de computadores ou área equivalente. Os cargos entrevistados foram os seguintes: