TIC EMPRESAS 2007
outubro / novembro de 2007
NOTA METODOLÓGICA - TIC
EMPRESAS 2007
Para a leitura dos indicadores da pesquisa TIC Empresas 2007 deve se considerar que foram investigados apenas estabelecimentos da economia ORGANIZADA, empresas formais com 10 funcionários ou mais, listadas na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), e pertencentes aos seguintes segmentos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 1.0): seção D, F, G, H, I, K e seção O, sem os grupos 90 e 91, respectivamente setores de Indústria de transformação; Construção; Comércio, Reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos; Alojamento e alimentação; Transporte, Armazenagem e Comunicações; Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas; e Outros Serviços Coletivos Sociais e Pessoais (sem os grupos 90 - Limpeza Urbana e Esgoto e Atividades Relacionadas e 91 - Atividades Associativas).
O universo da RAIS abrange mais de 6 milhões de estabelecimentos, sendo que cerca de 3,7 milhões correspondem à RAIS Negativa (não tem registro empregatício) e 2,7 milhões aos estabelecimentos com vínculos empregatícios. Destas, somente 431 mil possuem 10 funcionários ou mais, e um número ainda menor, 365 mil, corresponde aos segmentos abordados na pesquisa.
É
prática comum entre as empresas brasileiras a utilização de funcionários sem vínculo empregatício, contratados como prestadores de serviço ou informalmente. Com isso, muitas empresas com menos de 10 funcionários não se enquadram no segmento abordado pela pesquisa por terem poucos funcionários registrados, o que pode alterar o universo de empresas pesquisadas.
Além disso, a RAIS cobre cerca de 97% das empresas do setor ORGANIZADO da economia, considerando apenas empresas com CNPJ, e excluindo o amplo setor informal da economia brasileira.
Dessa forma, essas limitações cadastrais podem fazer com que os indicadores de penetração das tecnologias de informação e comunicação no Brasil fiquem superestimados com relação ao universo total de empresas no país - já que as empresas com menos acesso às tecnologias da informação e comunicação normalmente são empresas menores e que podem estar ligadas à economia informal.