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Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR

TIC EMPRESAS 2006

agosto / novembro 2006

DESENHO AMOSTRAL

A amostra da pesquisa TIC EMPRESAS 2006 foi desenhada tendo como população-alvo as empresas de oito segmentos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) - as seções D, F, G, K, I, grupos 55.1 e 55.2, e grupos 92.1 e 92.2, correspondentes ao modelo Eurostat/OECD, e as empresas do setor financeiro (seção J), que foram investigadas mas não tiveram seus resultados contabilizados nesta publicação para manter a comparabilidade internacional. O desenho amostral foi construído com base no cadastro de estabelecimentos da RAIS - Relação Anual de Informações Sociais, o que representa uma melhora em relação à amostra de 2005, que utilizou diversas listas disponíveis no mercado. Assim, foram estabelecidas cotas cruzadas segundo região, setor econômico e porte, de forma a garantir uma base mínima para extração de resultados dentro de cada uma dessas variáveis.

Resumo RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) – 2006
  Até 9 vinculos ativos Mais de 9 vínculos ativos Total
RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) Completa 2.292.957 431.215 2.724.172
Segmentos abordados na TIC EMPRESAS 1.719.111 344.333 2.063.444

Depois de finalizado o trabalho de campo, os dados foram ponderados de acordo com o perfil das empresas dos segmentos estudados, de forma que a amostra representasse a população estudada com respeito aos setores econômicos, região e porte da empresa. Como o número de entrevistas em cada estrato foi calculado de forma a permitir uma base mínima para leitura de resultados pelas variáveis de interesse, a amostra não ficou proporcional ao universo e foi necessário corrigir as proporções através de um processo de ponderação. No final, para a extração dos resultados em percentuais e médias, o fator de ponderação foi multiplicado por uma constante tal que sua soma fosse igual o tamanho da amostra, o que não altera os resultados. Com base no desenho da amostra, os erros amostrais aproximados para cada estrato de leitura são:

Erros amostrais aproximados para leitura por setor econômico
MERCADOS DE ATUAÇÃO - CNAE Amostra Erro amostral aproximado
SEÇÃO D - Indústria de Transformação 681 3,8%
SEÇÃO F - Construção 157 8%
SEÇÃO G - Comércio / Reparação de Automóveis 1.033 3,1%
Grupo 55.1 e 55.2 - Hotel / Alimentação 207 7%
SEÇÃO I - Transporte / Armazenagem / Comunicação 176 7,5%
SEÇÃO K - Atividades Imobiliárias, aluguéis e serviços 316 5,6%
Grupo 92.1 e 92.2 - Atividades Cinematográficas / Vídeo / Rádio / TV 16 25%
SEÇÃO J - Instituições Financeiras 114 9,4%
Total 2.700 1,9%
Total sem segmento financeiro 2.586 2,0%

Erros amostrais aproximados para leitura por porte da empresa
Porte da empresa Amostra Amostra sem o setor financeiro Erro amostral aproximado
10 - 19 1.478 1.415 2,7%
20 - 49 797 757 3,6%
50 - 99 236 228 6,6%
100 - 249 122 120 9,1%
250 - 499 40 40 15,9%
500 - 999 17 17 24,5%
1000 + 9 9 33,3%
Total 2.700 2.586 2,0%

Erros amostrais aproximados para leitura por região
Região Amostra Amostra sem o setor financeiro Erro amostral aproximado
Norte 112 108 9,6%
Nordeste 371 355 5,3%
Sudeste 1.481 1.415 2,7%
Sul 540 521 4,4%
Centro-Oeste 196 187 7,3%
Total 2.700 2.586 2,0%

Para a leitura por setor econômico, é importante ressaltar que o erro amostral para o grupo 92.1 e 92.2 é relativamente grande (25%). O mesmo ocorre com o porte da empresas nos setores 500 a 999, com erro de 24,5%, e 1000 ou mais, com 33,3%. Não é, portanto, recomendável extrair resultados inferenciais para esses setores.

Sorteio da Amostra
O sorteio da amostra obedeceu ao critério de estratificação. Uma vez definidos os estratos referentes a setores econômicos, foi sorteada dentro de cada segmento uma amostra aleatória simples de tamanho 5 vezes maior que a amostra definida para cada segmento.
Durante a fase de campo, cotas referentes aos estratos das tabelas de porte e região também foram controladas, de forma que sempre que se concluíam as entrevistas esperadas para cada cruzamento (setor econômico x porte x região), todas as outras empresas sorteadas com aquele perfil passavam a ser descartadas.

Para evitar o viés da seleção somente das pessoas disponíveis houve um critério de volta telefônica, segundo o qual um determinado número de telefone não podia ser abandonado antes de serem feitas pelo menos três tentativas com o mesmo, em horários e dias diferentes.

Nem sempre os registros selecionados para um determinado cruzamento foram suficientes. Quando isso aconteceu, um novo sorteio de amostra foi feito segundo o perfil daquele cruzamento não completo, mas em momento algum foram liberados registros em abundância para o campo, de forma a restringir ao máximo as possíveis influências da não resposta.